Vicentinho eleito: como ficam a Aleto e a bancada do Tocantins na relação com o novo governo
A eleição de Vicentinho Júnior (PSDB) abre uma nova etapa nas articulações políticas do Tocantins. Além de organizar sua equipe, o governador eleito terá de construir uma base na Assembleia Legislativa e estabelecer diálogo com os representantes do Estado no Congresso. O resultado das urnas define quem ocupará as cadeiras, mas os alinhamentos para o próximo governo ainda dependerão de negociações.
Na Assembleia Legislativa, as 24 vagas ficaram distribuídas entre dez partidos. Republicanos e PL terão as maiores bancadas, com cinco deputados cada. MDB e União Brasil conquistaram três cadeiras por legenda; PSDB e Podemos, duas cada; PSD, PV, PCdoB e PRD terão um representante cada.
Pelo Republicanos, foram eleitos Eduardo Fortes, Léo Barbosa, Cleiton Cardoso, Kátia Chaves e Eduardo Madruga. O PL será representado por Moisemar Marinho, Vilmar de Oliveira, Wiston Gomes, Gipão e Marcus Marcelo. As três cadeiras do MDB serão ocupadas por Dr. Danilo Alencar, Raul Cayres e Valdemar Júnior.
O União Brasil terá Vanda Monteiro, Eduardo do Dertins e Nilton Franco. Pelo PSDB, partido de Vicentinho, foram eleitos Jorge Frederico e Toinho Andrade. O Podemos contará com Marcos Júnior e Paulinho do Bonifácio. Completam a composição Luciano Oliveira, do PSD; Cláudia Lelis, do PV; Ivory de Lira, do PCdoB; e Marcos Duarte, do PRD. Ao todo, 17 parlamentares foram reeleitos, seis chegarão ao primeiro mandato e Toinho Andrade retornará à Casa. Fonte: Assembleia Legislativa do Tocantins
O mapa dos apoios no segundo turno apresenta um desafio inicial para Vicentinho. Segundo levantamento publicado pelo T1 Notícias em 26 de outubro, oito dos deputados estaduais eleitos apoiaram sua candidatura: Dr. Danilo Alencar, Raul Cayres, Valdemar Júnior, Jorge Frederico, Toinho Andrade, Luciano Oliveira, Paulinho do Bonifácio e Moisemar Marinho.
Os outros 16 estiveram com Professora Dorinha: Eduardo Fortes, Léo Barbosa, Cleiton Cardoso, Kátia Chaves, Eduardo Madruga, Vilmar de Oliveira, Wiston Gomes, Gipão, Marcus Marcelo, Vanda Monteiro, Eduardo do Dertins, Nilton Franco, Marcos Júnior, Cláudia Lelis, Ivory de Lira e Marcos Duarte. Essa divisão retrata a campanha e não permite afirmar que todos permanecerão em oposição ao governador eleito.
A presença de Amélio Cayres, do MDB, como vice-governador eleito acrescenta um elemento importante às negociações, considerando sua experiência na presidência da Assembleia. A capacidade de diálogo da futura gestão será observada na formação da base, na relação com as comissões e nas votações de projetos, inclusive os relacionados ao orçamento estadual.
Na Câmara dos Deputados, as oito cadeiras do Tocantins ficaram com Janad Valcari, do PP; Jair Farias, do União Brasil; Lucas Campelo, Ricardo Ayres e Fábio Vaz, do Republicanos; Filipe Martins, do PL; Sandoval Cardoso, do Podemos; e Iratã Abreu, do PSDB. Assim, o Republicanos terá três representantes, enquanto os outros cinco partidos terão uma cadeira cada.
No recorte dos apoios eleitorais apresentado pelo DT, Iratã Abreu esteve com Vicentinho, enquanto os outros sete deputados federais eleitos integraram o grupo de Dorinha. A configuração amplia a importância de uma relação institucional capaz de ultrapassar os palanques. Emendas, propostas e articulações em Brasília podem atender aos municípios independentemente da preferência manifestada durante a disputa.
No Senado, Eduardo Gomes, do PL, foi reeleito, e Alexandre Guimarães, do MDB, conquistou a outra vaga em disputa. Os dois se somarão a Professora Dorinha, do União Brasil, cujo mandato segue até 2031. A representação tocantinense, portanto, terá um senador de cada uma dessas três legendas.
Para Vicentinho, a vitória garante o comando do Executivo, mas não uma maioria parlamentar automática. Uma base mais ampla pode facilitar a aprovação de projetos; ao mesmo tempo, os acordos precisam preservar a fiscalização, a transparência e a autonomia dos mandatos. Divergências políticas não devem impedir o debate sobre prioridades do Estado.
A comunicação será parte desse processo. Governo e parlamentares terão de explicar propostas, custos, decisões e resultados, mantendo acesso às informações para a população e para veículos de diferentes linhas editoriais. O interesse público exige que o diálogo continue depois da eleição.
O Diário Tocantinense mantém espaço aberto para Vicentinho Júnior, Amélio Cayres, deputados estaduais, deputados federais e senadores apresentarem suas posições sobre a próxima gestão. A cobertura acompanhará as composições anunciadas e as votações efetivas, distinguindo apoio eleitoral, negociação política e atuação parlamentar.