A corrida eleitoral já tem preço: veja quanto candidatos ao Governo e ao Senado do Tocantins começaram gastando

A corrida eleitoral já tem preço: veja quanto candidatos ao Governo e ao Senado do Tocantins começaram gastando
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 20 de agosto de 2026 3

As campanhas eleitorais já tomaram as ruas do Tocantins, com adesivaços, reuniões, viagens, produção de conteúdo e mobilizações em diferentes municípios. Mas, quando o assunto é dinheiro oficialmente declarado à Justiça Eleitoral, o cenário ainda é outro. Levantamento do Diário Tocantinense (DT) nas informações disponibilizadas a partir do DivulgaCandContas mostra que, nas atualizações consultadas entre os dias 18 e 19 de agosto, os candidatos ao Governo e ao Senado ainda apareciam com R$ 0,00 em despesas informadas.

A constatação chama atenção porque a propaganda eleitoral começou oficialmente no último domingo, 16 de agosto, e desde então as principais candidaturas já realizaram agendas públicas e ações de campanha. O Tocantins tem sete candidatos ao Governo e 13 ao Senado, somando 20 candidaturas na disputa majoritária estadual.

Na corrida pelo Palácio Araguaia, Professora Dorinha (União Brasil), Vicentinho Júnior (PSDB), Laurez Moreira (PSD), Ataídes de Oliveira (Novo), Prof. Witer Naves (PSOL), Du Pereira (DC) e Subtenente Luiz Carlos (Democrata) apareciam, nas respectivas prestações de contas consultadas, com R$ 0,00 em despesas informadas. Ou seja, até o fechamento da base analisada, nenhum dos sete havia registrado gasto eleitoral no campo de despesas disponibilizado pelo sistema.

No Senado, o cenário encontrado pelo DT é semelhante. Alexandre Guimarães (MDB), Apóstolo Flávio Braga (DC), Eduardo Gomes (PL), Eli Borges (Republicanos), Fábio Ribeiro (Rede), Gaguim (União Brasil), Hélio Rodrigues Bolsonaro (Democrata), Nilton Santos (Novo), Osvany Luz (Democrata), Paulo Mourão (PT), Professor Osvaldo (PSOL), Ronaldo Dimas (Podemos) e Vanderlei Luxemburgo (Podemos) também apareciam sem despesas eleitorais informadas nas consultas realizadas.

No caso de Alexandre Guimarães, por exemplo, o sistema apontava expressamente R$ 0,00 em despesas informadas. O mesmo ocorria com Apóstolo Flávio Braga, Hélio Rodrigues Bolsonaro, Osvany Luz, Ronaldo Dimas, Professor Osvaldo, Fábio Ribeiro e Eli Borges.

A situação se repete entre outros nomes de peso na disputa. Eduardo Gomes, Paulo Mourão, Vanderlei Luxemburgo e Nilton Santos também estavam com despesas informadas em R$ 0,00 nas respectivas consultas. Já a candidatura de Gaguim apresentava exatamente o mesmo cenário: nenhuma despesa declarada até a atualização de 18 de agosto, às 21h22.

Na prática, o retrato encontrado pelo DT significa que, nas bases consultadas, os 20 candidatos ao Governo e ao Senado somavam R$ 0,00 em despesas eleitorais informadas naquele momento. O dado não quer dizer, porém, que as campanhas estejam acontecendo sem custos ou que nenhum serviço tenha sido contratado. Significa que essas despesas ainda não apareciam contabilizadas como gastos declarados na versão pública consultada.

Essa diferença é importante. Uma campanha pode já ter contratado equipe, produção audiovisual, veículos, material gráfico, serviços de comunicação ou estrutura para eventos e ainda assim o lançamento não aparecer imediatamente na consulta pública. A própria base utilizada informa que a movimentação financeira pode mudar ao longo do processo eleitoral e esclarece que o campo de gastos corresponde às despesas efetivamente informadas nas fontes do TSE, sem confundir o valor com o limite máximo permitido para a campanha.

É justamente por isso que os próximos dias devem mudar rapidamente esse cenário. Com as campanhas ganhando corpo, a entrada de recursos partidários e eleitorais e a contratação das estruturas necessárias para a disputa, os primeiros gastos tendem a começar a aparecer nas prestações de contas.

O contraste, neste primeiro momento, é significativo: a eleição já está visível nas ruas, mas ainda não chegou com a mesma velocidade à coluna das despesas declaradas ao TSE. Adesivos, reuniões, viagens, equipes e materiais já fazem parte da rotina eleitoral, enquanto o sistema público ainda mostra um placar financeiro de zero entre as candidaturas majoritárias consultadas.

O Diário Tocantinense (DT) continuará acompanhando a atualização das contas para identificar quem será o primeiro candidato a registrar despesas, quanto será gasto e para onde estará indo o dinheiro das campanhas ao Governo e ao Senado do Tocantins.

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