Quinta do Agro: quanto vale o gado no Tocantins? Bezerro, novilha, boi gordo e vaca movimentam o mercado

Quinta do Agro: quanto vale o gado no Tocantins? Bezerro, novilha, boi gordo e vaca movimentam o mercado
Preço do boi gordo no Tocantins sobe para até R$ 310/@; exportações brasileiras batem recorde em outubro.
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 20 de agosto de 2026 4

O mercado pecuário do Tocantins chega a mais uma Quinta do Agro com preços que merecem atenção tanto de quem está vendendo animais terminados quanto do produtor que precisa recompor o rebanho. Levantamento do Diário Tocantinense (DT) com base nas cotações da Scot Consultoria, atualizadas na quarta-feira, 19 de agosto, mostra bezerro Nelore acima de R$ 3,3 mil, novilha acima de R$ 3 mil e vaca de reposição próxima dos R$ 3,6 mil por cabeça.

No mercado de reposição, o bezerro Nelore de 12 meses, com peso de referência de 240 quilos, estava cotado no Tocantins a R$ 3.320 por cabeça. O valor corresponde a aproximadamente R$ 13,83 por quilo e representa uma relação de troca de 9,76 arrobas de boi gordo para a aquisição de um animal dessa categoria.

Para quem procura animais um pouco mais pesados, o garrote Nelore de 18 meses e 300 quilos aparecia a R$ 3.789 por cabeça. Já o boi magro Nelore, com peso de referência de 375 quilos, alcançava R$ 4.325 por cabeça no Estado. A relação de troca do boi magro estava em 12,72 arrobas de boi gordo.

Entre as fêmeas, a novilha Nelore de 18 meses e aproximadamente 270 quilos estava avaliada em R$ 3.045 por cabeça no Tocantins. A relação de troca calculada pela Scot Consultoria era de 8,96 arrobas de boi gordo para cada novilha adquirida.

A chamada vaca boiadeira, categoria utilizada pela Scot como referência entre as fêmeas destinadas à reposição, aparecia a R$ 3.578 por cabeça no Tocantins. O animal considerado na cotação possui peso de referência de 330 quilos, e a relação de troca registrada era de 10,52 arrobas de boi gordo.

Na outra ponta da atividade está o boi pronto para o frigorífico. Tanto no Norte quanto no Sul do Tocantins, a Scot Consultoria apontava o boi gordo a R$ 336 por arroba à vista e R$ 340 por arroba para pagamento em 30 dias, considerando os preços brutos do mercado físico em 19 de agosto.

Para os animais que atendem às exigências do mercado chinês, o chamado “boi China”, a referência no Tocantins estava em R$ 340 por arroba, a prazo, com preço líquido de R$ 334,50 após o desconto do Funrural. Essa categoria considera bovinos com no máximo quatro dentes incisivos permanentes e idade inferior a 30 meses no momento do abate, conforme os critérios especificados pela Scot Consultoria.

Os números ajudam a mostrar o tamanho do investimento necessário para quem pretende ampliar ou renovar o rebanho. Na prática, um produtor que comprasse dez bezerros Nelore pela referência média levantada desembolsaria cerca de R$ 33,2 mil. Dez novilhas representariam aproximadamente R$ 30,45 mil, enquanto dez vacas boiadeiras chegariam a R$ 35,78 mil.

A relação de troca é um dos indicadores importantes para o pecuarista na hora de decidir entre vender animais terminados e comprar reposição. A Scot calcula quantas arrobas de boi gordo são necessárias para adquirir cada animal de reposição. Quanto menor essa relação, em termos gerais, maior tende a ser o poder de compra de quem vende o boi terminado e retorna ao mercado para recompor o rebanho.

No caso do Tocantins, o bezerro exigia o equivalente a 9,76 arrobas, a novilha 8,96 arrobas, a vaca boiadeira 10,52 arrobas e o boi magro 12,72 arrobas. Esses números dão ao produtor uma referência adicional para avaliar se é o momento de comprar, vender ou aguardar novas movimentações do mercado.

A cotação também evidencia que não basta acompanhar apenas o preço da arroba. Para quem trabalha com cria, recria e engorda, o custo da reposição tem impacto direto sobre a margem futura da atividade. Um bezerro mais valorizado beneficia quem vende a cria, mas aumenta o investimento necessário para o invernista que pretende comprar o animal para recriar e engordar.

A Quinta do Agro, do Diário Tocantinense, acompanha semanalmente os principais movimentos do agronegócio e da pecuária, trazendo ao produtor informações sobre preços, mercado e os fatores que podem influenciar as decisões dentro e fora da porteira.

Fonte dos dados: Scot Consultoria, cotações de 19 de agosto de 2026.

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