Crise explode no STF: Flávio Dino derruba decisão de André Mendonça e manda Andrei Rodrigues voltar ao comando da PF
A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal ganhou mais um capítulo de forte repercussão nesta quarta-feira, 9 de setembro. O ministro Flávio Dino determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência Policial, revertendo os efeitos da decisão tomada no dia anterior pelo ministro André Mendonça.
A nova decisão aumenta ainda mais a tensão dentro do STF e cria uma situação incomum: ministros da mesma Corte passaram a adotar entendimentos opostos sobre o comando de uma das instituições mais importantes da estrutura de segurança e investigação do país.
O Diário Tocantinense mostrou que André Mendonça havia determinado o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada, medida que provocou repercussão política, jurídica e dentro da própria Polícia Federal.
Depois disso, a Advocacia-Geral da União contestou o afastamento. O DT também mostrou que Edson Fachin havia dado prazo de 72 horas para manifestação de André Mendonça, enquanto a crise seguia ganhando novos desdobramentos.
Flávio Dino, entretanto, decidiu agir em outro processo e determinou o retorno dos dois delegados. Entre os argumentos apresentados, o ministro apontou questões processuais relacionadas ao pedido que levou ao afastamento e afirmou que a retirada dos dirigentes poderia prejudicar investigações em andamento. Dino também questionou a possibilidade de interferência externa nos trabalhos da Polícia Federal.
André Mendonça havia fundamentado sua decisão em questionamentos sobre a produção de relatórios de inteligência da PF e alegações de atuação irregular envolvendo informações que chegaram a citar integrantes do próprio Supremo.
Dino apresentou entendimento diferente. Para ele, Andrei Rodrigues teria atuado no cumprimento de determinações judiciais e sua retirada naquele momento poderia provocar reflexos sobre procedimentos sob análise do Supremo.
A decisão de Dino deverá ser submetida ao Plenário do STF, o que significa que a disputa jurídica ainda não está encerrada. Até lá, a determinação é para que Andrei Rodrigues permaneça novamente no comando da Polícia Federal e Leandro Almada retorne à Diretoria de Inteligência.
O episódio aprofunda uma crise que já deixou de envolver apenas a PF. A sucessão de decisões, recursos, questionamentos e manifestações expõe divergências dentro do próprio Supremo justamente a poucas semanas das eleições de 2026.
O presidente do STF, Edson Fachin, também enfrenta pressão interna para encontrar uma saída institucional capaz de reduzir o confronto entre integrantes da Corte. Nesta quarta-feira, uma sessão do Supremo chegou a ser cancelada em meio ao ambiente de tensão.
Agora, todas as atenções se voltam para o Plenário. A análise colegiada poderá definir não apenas a permanência de Andrei Rodrigues no comando da PF, mas também estabelecer os limites das decisões tomadas pelos ministros individualmente durante uma das maiores crises recentes envolvendo Supremo Tribunal Federal e Polícia Federal.
O espaço do Diário Tocantinense permanece aberto para manifestação das autoridades e instituições mencionadas e para novas atualizações diante dos próximos desdobramentos.