Agosto Dourado: Entenda a importância da amamentação para a vida dos bebês

O "Agosto Dourado" simboliza uma campanha social pela maior consciência de papais e mamães - tanto antes como após a gestação.

Da Redação

Você sabia que o mês de agosto é dedicado à amamentação? O "Agosto Dourado" simboliza uma campanha social pela maior consciência de papais e mamães - tanto antes como após a gestação - quanto a importância do leite materno na alimentação dos primeiros anos de vida dos bebês.

Lançado, oficialmente, em 2017, a campanha foi criada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com base na semana do aleitamento materno, que acontece de 1 a 7 deste mês. Atualmente a proposta é que todo o mês seja dedicado a incentivar e estimular a doação e a amamentação. Além disso, a cor escolhida para campanha é uma que significa o "padrão ouro de qualidade" do alimento.

Por que amamentar? Entenda a importância desse ato de amor

A amamentação é essencial para o desenvolvimento dos bebês. O leite é rico em nutrientes e até os seis meses de vida é o único alimento que os bebês devem consumir, mas, para algumas mães, a realidade pode ser outra. Algumas mulheres têm muita dificuldade de levar a amamentação adiante e sofrem com a pressão ou frustração. Através desse apoio a doação de leite materno é importante. Ela ajuda a salvar a vida de milhares de recém-nascidos prematuros, de baixo peso que ficam internados, e que não podem ser amamentados pelas próprias mães, ou por outros fatores.

Por isso a campanha “Agosto Dourado” é usada de forma oportuna para destacar a importância da pauta. 

Para Thais Castro amamentar seu pequeno de 6 meses é um momento único e particular: “esse é o momento que tenho uma ligação muito forte com meu filho. A amamentação faz parte do nosso laço. No início, quando ele ficou internado por um mês na UTI, contamos exclusivamente com a doação de leite, porque eu não podia amamentá-lo, e graças ao estoque, meu filho está saudável e cheio de vida. Agora posso retribuir e doar a outras mães e filhos”, conta a mãe do pequeno Benício. 

Doação

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno. As mães que possuem produção de leite em excesso podem ligar no Banco de Leite para serem cadastradas como doadoras. No Tocantins a rede funciona em três postos, localizados nas cidades de Araguaína (Hospital Dom Orione), Gurupi (Hospital Regional de Gurupi) e em Palmas (HMDR). Além desses, existem bancos de coleta que funcionam no Hospital Materno Infantil Tia Dedé, em Porto Nacional e no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins.

Dados 2021

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), em 2020, foram coletados nos bancos de leite do Tocantins, 2.761 litros, em 2021, foram 2.632 litros de leite, já em 2022, 1.281 litros foram coletados em todo o Estado.