Saiba quais os nomes são favoritos no Estado para compor a próxima administração federal.

Da Redação

O Tocantins deve voltar a ocupar espaço no primeiro escalão no governo Federal. Nos últimos governos, o Tocantins esteve presente. A senadora Kátia Abreu (PP) foi ministra da Agricultura do governo Dilma Rousseff e o ex-prefeito Hercy Filho, chefe de gabinete do Ministério do Turismo, no governo Jair Bolsonaro (PL).

Lista de prováveis nomeações

Os nomes mais prováveis de conquistar vaga na equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não são necessariamente os que mais se empenharam na sua eleição no Estado, mas quadros técnicos ou políticos que podem ajudar a gestão e, do ponto de vista político, ampliar a base de apoio do governo. Esses são os critérios que podem levar a senadora Kátia Abreu ou o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) a serem indicados para compor a equipe do governo.

A senadora Kátia Abreu aparece bem cotada nas bolsas de especulações. Kátia deixou uma boa imagem no comando do Ministério da Agricultura. A senadora conquistou a confiança do presidente Lula e do PT ao manter a lealdade à presidente Dilma, sendo uma das parlamentares que mais a defenderam no Congresso Nacional. Portanto, pode ser convidada a desempenhar papel semelhantes, ajudando o governo na agenda positiva do agronegócio e a atrair o PP para a base.

Um indicativo importante de que pode ser aproveitada foi a recomendação do presidente Lula para que ela compusesse a equipe de transição. O cargo mais indicado é o Ministério da Agricultura, mas Kátia tem competência e experiência política para atuar em outras áreas. Foi responsável, por exemplo, pela criação do Matopiba, a zona de produção de grãos que compreende Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins, que representa uma conquista importante para agronegócio do Cerrado.  

O ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha é outro nome que desponta nas bolsas de apostas. O político disputou a eleição para o Senado, tendo ficado em 3º lugar e é cotado para o Ministério do Turismo na cota do PSB. Amastha conta com o apoio do presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira. O ex-prefeito é o presidente do partido no Tocantins. Ele não se empenhou na campanha do presidente Lula no Tocantins, mas também não impediu o partido de reforçar a campanha do petista.

Dos nomes que se empenharam na eleição do petista, o empresário e ex-deputado Paulo Mourão (PT) é o nome mais provável a ser aproveitado por Lula. Mourão foi escalado pelo próprio presidente para disputar o Palácio Araguaia, terminou a disputa em terceiro lugar, fez o dever de casa e cumpriu compromisso com o presidente. Mourão é hoje o nome do Tocantins mais próximo de Lula. Além do prestígio junto ao presidente, Mourão tem todas as condições de ser o nome do Tocantins a fazer ponte com a Presidência da República para qualquer interesse.

Quem também tem grandes chances de ocupar cargo é o deputado federal Célio Moura (PT), amigo pessoal do presidente Lula desde a criação do PT, no início dos anos 80. Célio não se reelegeu deputado federal e a partir de fevereiro estará sem mandato. É um nome que goza de plena confiança do presidente pelos longos anos de relacionamento e principalmente pela atuação coerente do deputado durante o governo Bolsonaro.

Fechando a lista de prováveis nomes a serem aproveitados pelo governo Lula há o nome do ex-senador Vicentinho Alves (PP), que ocupou cargo no governo Bolsonaro e o deixou por discordar do comportamento do presidente. Vicentinho apoiou Lula ainda no primeiro turno, mas de forma contida. Seu filho Vicentinho Júnior (PP) buscava a reeleição para a Câmara Federal na base do presidente Bolsonaro.

No segundo turno, Vicentinho foi para as ruas, revelou que foi traído na base do governo Bolsonaro, conseguiu superar a rasteira de ter ficado sem partido próximo das eleições e anunciou que estava livre para ajudar o presidente. Vicentinho percorreu 17 municípios onde Lula não venceu no 1º turno buscando virar o voto. Não será nenhuma surpresa se Vicentinho for convidado a colaborar com o governo. Tem experiência e prestigio político para ampliar a base do governo.