Mercado do boi: confira a análise quinzenal de setembro

O ritmo dos embarques brasileiros, apesar da suspensão à China, seguiu firme até a primeira quinzena de setembro

Da Redação

O mercado do boi gordo trabalhou seguir sob pressão de baixa na primeira quinzena de setembro, em função das indefinições sobre a retomada das exportações para o gigante asiático. 

Cabe destacar que, durante o período do começo do mês, o governo do Brasil confirmou dois casos atípicos de “mal da vaca louca”, o que afastou os compradores das compras no primeiro decêndio do mês.

Com isso, os compradores, já posicionados, tem trabalhado com preços de balcão bem abaixo da referência, mas, com um volume de negócios pequenos. 

Considerando as 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria, o preço médio da arroba do boi gordo recuou 1,9%, ou R$5,39/@, em relação à média da segunda quinzena de agosto/21, negociada hoje em média em R$274,68/@, preço a prazo, já livre de impostos.

Tocantins

No estado, o mercado trabalhou alinhado com a situação no cenário nacional. A queda no preço médio da arroba, porém, foi menor que a queda nacional, tanto no Norte quanto no Sul do estado. 

Na região Sul, o preço médio na primeira quinzena de setembro foi de R$290,90/@, a prazo, descontados os impostos, recuo de 1,4% frente à média de agosto/21. 

Já no Norte do estado, o preço médio no mesmo período ficou em R$291,50/@, à prazo, descontados os impostos, queda menos intensa de 0,3% frente à média de agosto. 

A referência para a região Sul, ontem 20, é de R$287,50/@, livre de impostos e a prazo, recuo de 1,7%, ou R$5,00/@ na primeira quinzena do mês e, para o Norte, a cotação é de R$281,50/@, queda mais acentuada, de 2,4% ou R$7,00/@.

O diferencial de base em relação ao estado de São Paulo, hoje, é de 3,4% no Sul e 5,5% no Norte do estado. 

Reposição

O cenário de paradeira no mercado de reposição seguiu na primeira quinzena de setembro.  

Puxado pelas incertezas envolvendo o futuro das exportações, e o rumo do mercado do boi gordo em curto prazo, as indústrias frigoríficas pressionaram os preços do boi gordo, afastando a intenção de compra também no mercado de reposição.

Além disso, o cenário da condição das pastagens no Brasil e do custo elevado para alimentação também não colaboram com as negociações.

Na média de todas as categorias, de machos e fêmeas anelorados e mestiços, e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações recuaram 0,1%, ou seja, ficaram praticamente estáveis.

Tocantins

No estado, os preços de animais para reposição seguiram sentindo os efeitos da pressão de baixa e dos negócios travados, com compradores ainda ausentes das negociações. 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todas as categorias monitoradas, para animais machos, os preços recuaram 7,7% na primeira quinzena de setembro em relação à agosto, com destaque à queda nas cotações médias dos animais mais jovens (bezerro de ano e desmama), que caíram cerca de 11,7%. 

Veja abaixo.

 

Boi Magro Garrote Bezerro Desmama

R$/cab. R$/cab. R$/cab. R$/cab.

ago-21 3937,50 3300,00 2950,00 2650,00

set-21 3840,00 3135,00 2650,00 2300,00

 

Conjuntural

O mercado do boi gordo tem trabalhado em compasso de espera, aguardando a retomada das exportações para o mercado chinês. O ritmo dos embarques brasileiros, apesar da suspensão à China, seguiu firme até a primeira quinzena de setembro.

Já pelo lado do milho, o cenário no Brasil também é de preços mais frouxos, com uma oferta maior no mercado doméstico com o avanço da colheita, somado a um vendedor mais propenso a negociar e importações aquecidas do cereal.

Para maiores informações sobre o mercado do boi gordo, acesse https://www.scotconsultoria.com.br/ .