No Tocantins a semeadura vem ocorrendo normalmente, alcançando 60% das áreas; os produtores têm investido na utilização de cultivares com alto potencial produtivo.

Da Redação

Em novembro, os maiores acumulados de chuvas foram observados nos Estados do Amazonas, Pará, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e no Matopiba (região formada por áreas majoritariamente de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Em algumas regiões, foram registrados eventos de geada e de temporais isolados acompanhados de granizo, o que prejudicou as lavouras de milho e soja. O volume de chuvas foi definido pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema meteorológico responsável por um período prolongado de chuva frequente e volumosa sobre parte das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

Esta análise faz parte do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado na última quinta-feira (24) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo analisou o período de 1 a 21 de novembro de 2022.

Ainda segundo o boletim, as chuvas contribuíram para a elevação da umidade no solo, favorecendo a implantação e o desenvolvimento dos cultivos de verão da safra 2022/23. Na região Sul, as precipitações ocorreram em menor volume e beneficiaram a maturação e a colheita dos cultivos de inverno. No entanto, devido à irregularidade das chuvas, foi observada uma restrição hídrica para a semeadura e o desenvolvimento de lavouras de milho e soja em algumas áreas.

Apesar do atraso na colheita do trigo e das oscilações no Índice de Vegetação, ocasionadas por excesso de chuvas na época da semeadura e início da colheita, o monitoramento espectral dos cultivos de inverno indica normalidade na condição das lavouras, que se encontram majoritariamente em maturação e colheita. O comportamento espectral dos cultivos de verão também tem se apresentado favorável, apesar do atraso na semeadura, o que demonstra boas expectativas nesta nova safra.

O BMA é resultado da colaboração entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de agentes colaboradores que contribuem com dados pesquisados em campo.

Cenário Tocantinense

Ainda segundo o Boletim, no Tocantins a semeadura vem ocorrendo normalmente, alcançando 60% das áreas; os produtores têm investido na utilização de cultivares com alto potencial produtivo.

Confira aqui e confira o Boletim na íntegra.