Sandoval garante que em razão da investigação da Operação Ápia, não será candidato em 2022: "infelizmente me colocaram no mesmo balaio"

Ele garantiu que só voltará ao cenário político caso seja comprovada a sua completa inocência no caso

Da Redação

O ex-governador do Tocantins, Sandoval Cardoso pôs fim aos rumores de que voltaria ao cenário político em 2022. Investigado na Operação Ápia, da Polícia Federal, em 2016, Sandoval afirmou que aguarda decisão da Justiça para definir o seu futuro político. 

Ele garantiu que só voltará ao cenário político caso seja comprovada a sua completa inocência no caso. “Para mim, não serve como liminar [a decisão da Justiça acerca da sua inocência na Operação Ápia]. As coisas têm que ser muito bem esclarecidas, cristalinas, para que, só então, possamos ter a tranquilidade de voltar a trabalhar pelo Tocantins”, frisou.

A investigação da PF apura supostas fraldes em licitações, que chegam ao montante de R$ 200 milhões. À época, o ex-governador chegou a ser preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) e foi solto após pagar fiança de R$ 50 mil. 

Sandoval destacou o momento político que o Brasil passava e frisou que foi alvo de perseguição. “O Brasil passava por um momento em que estava muito aguçada essa questão da corrupção na política: roubo, corrupção. A Justiça, com muita sede de fazer justiça, colocou todo mundo no mesmo balaio. Infelizmente me colocaram no mesmo balaio, mas estou saindo devagarzinho”, disse. 

Afastado das movimentações políticas para 2022, Sandoval reforçou que só retornará ao cenário político ao ser comprovada sua inocência. “Já entreguei nas mãos de Deus. Só se for um chamado a mais. Me machucaram muito na última eleição, com muita mentira, muita invenção. Enquanto não ficar tudo esclarecido, não retornarei ao cenário político”, garantiu.