Vereadores da base não defendem prefeita e Cinthia fica sem voz na Câmara

Janad repercutiu a contratação por parte da prefeitura, de uma empresa de tecnologia, pelo valor de quase R$ 63 milhões

Da Redação

Na sessão ordinária desta terça-feira, 30, na Câmara Municipal de Palmas, os vereadores da base da prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), preferiram não defender o Poder Executivo das denúncias apresentadas pela presidente da casa, professora Janad Valcari (Podemos), na tribuna da Câmara.

Janad repercutiu a contratação por parte da prefeitura, de uma empresa de tecnologia, pelo valor de quase R$ 63 milhões, para fornecer software de gerenciamento de processos, enquanto falta investimento em saúde durante a pandemia do novo coronavírus. A parlamentar mostrou três prontuários médicos que atestam a falta de remédios, oxigênio e outros insumos de saúde nas unidades. “Já temos um ano de pandemia e já se passou um mês desde que estive na UPA sul e constatei que a usina não comportava a quantidade de pacientes e até agora não conseguiram resolver”.

Valcari comentou o relato de um médico que afirmou que os pacientes internados na UPA com covid-19, estão caminhando para o óbito por falta de equipamentos e profissionais de saúde especializados. “Em meio a pandemia, o povo atrás de médicos, de leitos, de remédios e a prefeita contrata um software de gestão de informação por R$ 63 milhões”, afirmou.

Janad relatou ainda que a prefeitura já realizou, no ano de 2016, um processo para a  contratação de uma empresa de software com as mesmas características, por pouco mais de R$ 1 milhão de reais e colocou em dúvida o atual processo, tendo em vista que duas das empresas participantes do pregão eletrônico são representantes da mesma IKHON – Gestão, Conhecimentos e Tecnologia Ltda, ora contratada.

Com um gasto excessivo escancarado em objeto não essencial e os problemas acumulados na saúde por falta de investimento do município, ficou difícil para a prefeita ter um discurso assertivo dos seus defensores, que acabaram ficando calados, deixando a prefeita sozinha e sem voz na última sessão.