Colinas sem médico legista fixo há cerca de oito meses depende de Araguaína e expõe gargalo na segurança pública
Há cerca de oito meses, segundo relatos recebidos pelo Diário Tocantinense, Colinas do Tocantins estaria sem médico legista com atuação permanente, mesmo contando com estrutura regional de Medicina Legal. A situação faz com que o município dependa do deslocamento de profissionais de Araguaína sempre que surge uma ocorrência que exige necropsia ou outro procedimento médico-legal.
O problema vai além da ausência de um profissional. A Medicina Legal tem papel direto em investigações policiais, produção de provas periciais, esclarecimento de mortes e liberação de corpos. Sem médico fixo, qualquer atendimento passa a depender da disponibilidade de profissionais de outra cidade.
Para famílias que enfrentam a perda de um parente, essa dependência pode significar mais tempo de espera justamente em um dos momentos mais delicados. Já para a segurança pública, a falta de atendimento permanente pode gerar dificuldades na realização de exames e procedimentos fundamentais para o andamento de investigações.
Diante dos relatos, o Diário Tocantinense solicitou oficialmente uma nota à Secretaria de Estado da Segurança Pública do Tocantins para esclarecer a situação.
Entre os questionamentos encaminhados, o DT perguntou se o município possui atualmente médico legista lotado de forma permanente, se procede a informação de que Colinas estaria há aproximadamente oito meses sem esse profissional e se os atendimentos estão sendo realizados por médicos deslocados de Araguaína apenas quando há necessidade.
A reportagem também questionou qual é o tempo médio entre o acionamento e a chegada do profissional, quantos municípios dependem do Núcleo Regional de Colinas, quantos médicos deveriam atuar na unidade e se existe previsão de contratação, concurso, designação ou lotação de um profissional permanente.
Outro ponto levantado foi sobre as medidas adotadas pela Secretaria para evitar que a ausência de médico legista provoque prejuízos às famílias, às perícias e às investigações policiais.
Até o fechamento desta matéria, o Diário Tocantinense aguardava resposta oficial da Secretaria de Estado da Segurança Pública e a Secretária da Saúde. O Espaço continua aberto
A situação deixa uma pergunta que precisa ser respondida: se Colinas possui uma estrutura regional de Medicina Legal, por que o município estaria há meses dependendo de médicos de Araguaína para manter funcionando um serviço essencial à população e à própria segurança pública