Colinas sem médico legista fixo há cerca de oito meses depende de Araguaína e expõe gargalo na segurança pública

Colinas sem médico legista fixo há cerca de oito meses depende de Araguaína e expõe gargalo na segurança pública
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 25 de agosto de 2026 4

Há cerca de oito meses, segundo relatos recebidos pelo Diário Tocantinense, Colinas do Tocantins estaria sem médico legista com atuação permanente, mesmo contando com estrutura regional de Medicina Legal. A situação faz com que o município dependa do deslocamento de profissionais de Araguaína sempre que surge uma ocorrência que exige necropsia ou outro procedimento médico-legal.

O problema vai além da ausência de um profissional. A Medicina Legal tem papel direto em investigações policiais, produção de provas periciais, esclarecimento de mortes e liberação de corpos. Sem médico fixo, qualquer atendimento passa a depender da disponibilidade de profissionais de outra cidade.

Para famílias que enfrentam a perda de um parente, essa dependência pode significar mais tempo de espera justamente em um dos momentos mais delicados. Já para a segurança pública, a falta de atendimento permanente pode gerar dificuldades na realização de exames e procedimentos fundamentais para o andamento de investigações.

Diante dos relatos, o Diário Tocantinense solicitou oficialmente uma nota à Secretaria de Estado da Segurança Pública do Tocantins para esclarecer a situação.

Entre os questionamentos encaminhados, o DT perguntou se o município possui atualmente médico legista lotado de forma permanente, se procede a informação de que Colinas estaria há aproximadamente oito meses sem esse profissional e se os atendimentos estão sendo realizados por médicos deslocados de Araguaína apenas quando há necessidade.

A reportagem também questionou qual é o tempo médio entre o acionamento e a chegada do profissional, quantos municípios dependem do Núcleo Regional de Colinas, quantos médicos deveriam atuar na unidade e se existe previsão de contratação, concurso, designação ou lotação de um profissional permanente.

Outro ponto levantado foi sobre as medidas adotadas pela Secretaria para evitar que a ausência de médico legista provoque prejuízos às famílias, às perícias e às investigações policiais.

Até o fechamento desta matéria, o Diário Tocantinense aguardava resposta oficial da Secretaria de Estado da Segurança Pública e a Secretária da Saúde. O  Espaço continua aberto

A situação deixa uma pergunta que precisa ser respondida: se Colinas possui uma estrutura regional de Medicina Legal, por que o município estaria há meses dependendo de médicos de Araguaína para manter funcionando um serviço essencial à população e à própria segurança pública

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