Exclusivo DT: quanto Dorinha, Vicentinho, Laurez, Eduardo Gomes, Gaguim e candidatos do Tocantins já arrecadaram e gastaram nas Eleições 2026?

Exclusivo DT: quanto Dorinha, Vicentinho, Laurez, Eduardo Gomes, Gaguim e candidatos do Tocantins já arrecadaram e gastaram nas Eleições 2026?
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 3 de setembro de 2026 4

Quanto custa disputar uma eleição no Tocantins? Enquanto Professora Dorinha, Vicentinho Júnior e Laurez Moreira percorrem o Estado na corrida pelo Palácio Araguaia, Eduardo Gomes, Carlos Gaguim, Eli Borges, Paulo Mourão, Ronaldo Dimas, Alexandre Guimarães e Vanderlei Luxemburgo disputam duas vagas no Senado. Paralelamente, dezenas de candidatos a deputado federal e estadual também movimentam recursos para manter equipes, publicidade, viagens, produção de conteúdo, materiais gráficos, eventos e estruturas espalhadas pelos municípios.

O Diário Tocantinense (DT) fez um novo levantamento sobre o dinheiro das Eleições 2026 no Tocantins para mostrar quanto os principais candidatos já declararam ter arrecadado, quem aparece com despesas registradas e como funciona o financiamento de uma campanha eleitoral.

Os números representam uma fotografia da prestação de contas disponibilizada durante a campanha e podem mudar diariamente, à medida que partidos e candidatos comunicam novos recebimentos e despesas à Justiça Eleitoral. Portanto, a ausência de determinada despesa no sistema não significa necessariamente que uma campanha não tenha realizado gastos, mas que aquele valor pode ainda não estar disponível no recorte consultado.

O DT acompanha essa movimentação desde os primeiros dias da campanha. Em 31 de agosto, o jornal mostrou que Laurez Moreira, Vicentinho Júnior e Professora Dorinha já concentravam R$ 6,62 milhões em recursos partidários, evidenciando o peso do financiamento eleitoral na disputa pelo Governo do Tocantins.

Na corrida ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, do PSDB, aparece com aproximadamente R$ 2,8 milhões arrecadados no recorte consultado. A campanha também já registrava cerca de R$ 480 mil em gastos pagos e contratados, sendo uma das candidaturas ao Palácio Araguaia com maior movimentação financeira efetivamente registrada até então.

Parte significativa das despesas declaradas por Vicentinho estava relacionada à comunicação eleitoral. Em levantamento anterior, o Diário Tocantinense identificou gastos com impulsionamento de conteúdo na internet, publicidade por adesivos e material impresso. O detalhamento mostrou R$ 300 mil destinados ao impulsionamento digital, reforçando a importância que Google, redes sociais, marketing político e presença digital assumiram nas Eleições 2026. Veja o levantamento anterior sobre os primeiros gastos das campanhas no Tocantins.

Laurez Moreira, do PSD, aparece com aproximadamente R$ 2,5 milhões arrecadados. No recorte disponível, ainda não havia gasto pago informado na base consultada. A diferença entre arrecadação e despesas declaradas mostra por que o eleitor precisa observar não apenas quanto dinheiro entrou, mas também quando e onde os recursos começam a ser empregados durante a campanha.

Professora Dorinha, do União Brasil, aparecia na prestação individual disponível com aproximadamente R$ 2,04 milhões arrecadados. Desse total, R$ 2 milhões eram provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, R$ 25 mil do Fundo Partidário e R$ 15 mil de pessoas físicas. Naquele recorte individual, ainda não constavam pagamentos declarados.

A movimentação de Dorinha, Vicentinho e Laurez ganha relevância também porque os três ocupam o centro da disputa eleitoral pelo Governo. O volume disponível permite comparar não apenas força política, pesquisas e alianças, mas também a estrutura financeira que cada candidatura está conseguindo colocar nas ruas.

O teto de despesas para uma candidatura ao Governo do Tocantins em 2026 é superior a R$ 6,2 milhões no primeiro turno. Portanto, arrecadar milhões não significa necessariamente que o candidato tenha ultrapassado qualquer limite: existe um teto específico estabelecido pela Justiça Eleitoral para cada cargo.

Ataídes de Oliveira, do Novo, também integra a corrida pelo Palácio Araguaia e vem utilizando recursos próprios e doações de pessoas físicas em sua campanha. Prof. Witer Naves, do PSOL; Du Pereira, da Democracia Cristã; e Subtenente Luiz Carlos, do Democrata, completam a lista de candidatos ao Governo do Tocantins.

A diferença entre eles é importante para compreender como funciona uma eleição. Algumas candidaturas recebem grandes transferências dos diretórios partidários logo no início da disputa, enquanto outras começam com recursos próprios, doações individuais ou aguardam repasses que podem chegar em etapas diferentes.

O Diário Tocantinense já havia mostrado essa diferença em agosto, quando o dinheiro começou a circular nas campanhas e o Fundo Eleitoral passou a entrar no centro da disputa.

Na eleição para o Senado pelo Tocantins, onde o eleitor escolherá dois nomes, a movimentação financeira também chama atenção.

Eduardo Gomes, do PL, aparece entre as maiores arrecadações da disputa majoritária. No recorte utilizado, o candidato à reeleição registrava cerca de R$ 2,1 milhões arrecadados e já apresentava despesas declaradas em sua campanha.

O nome de Eduardo Gomes ganha peso no levantamento porque, além da arrecadação, o senador ocupa posição relevante na disputa eleitoral e busca um novo mandato. O DT vem acompanhando sua campanha, atuação parlamentar e trajetória em Brasília. Em reportagem especial, o Diário Tocantinense mostrou quem é Eduardo Gomes e o trabalho desenvolvido pelo senador no Congresso.

Paulo Mourão, do PT, também aparece entre os candidatos ao Senado com maior volume de recursos declarado, com aproximadamente R$ 1,7 milhão arrecadado no recorte disponível.

Carlos Gaguim, do União Brasil, havia declarado aproximadamente R$ 1,02 milhão em receitas, sendo a maior parte proveniente de recursos eleitorais partidários. Gaguim é outro nome de peso da política tocantinense. Ex-governador e deputado federal, ele tenta retornar ao Senado pelo grupo que também abriga a candidatura de Professora Dorinha ao Governo.

Eli Borges, do Republicanos, aparece com aproximadamente R$ 836 mil arrecadados. O deputado federal disputa uma das duas cadeiras do Tocantins no Senado e busca ampliar sua presença para além do eleitorado ligado ao segmento evangélico.

O DT mostrou recentemente essa estratégia em um perfil especial sobre o candidato. Conheça a trajetória de Eli Borges, suas propostas e o que o candidato ao Senado defende além da pauta evangélica.

Ronaldo Dimas, do Podemos, também aparece entre os nomes que movimentam a corrida ao Senado, ao lado de Alexandre Guimarães, do MDB; Vanderlei Luxemburgo, do Podemos; Nilton Santos, do Novo; Fábio Ribeiro, da Rede; Professor Osvaldo, do PSOL; Osvani Luz, do Democrata; Hélio Rodrigues Bolsonaro, do Democrata; e Apóstolo Flávio Braga, da Democracia Cristã.

São 13 candidatos para apenas duas vagas, tornando a corrida ao Senado uma das disputas mais competitivas das Eleições 2026 no Tocantins. O Diário Tocantinense já havia analisado o tamanho dessa disputa e o peso financeiro das campanhas ao Senado.

Mas é na eleição para a Câmara dos Deputados que aparecem alguns dos maiores caixas eleitorais de todo o Tocantins.

Professora Janad Valcari, do Progressistas, aparece entre os destaques da arrecadação para deputado federal, com aproximadamente R$ 3,1 milhões arrecadados no recorte consultado. A candidatura já apresentava despesas contratadas e valores efetivamente pagos.

Logo depois aparecem Filipe Martins, do PL, com aproximadamente R$ 2,9 milhões arrecadados, e Ricardo Ayres, do Republicanos, com cerca de R$ 2,8 milhões.

Esses três nomes mostram um dado relevante das Eleições 2026 no Tocantins: uma candidatura a deputado federal pode movimentar valores superiores aos disponíveis para alguns candidatos ao Governo e ao Senado.

Também aparecem com movimentação financeira relevante na corrida pela Câmara nomes como Lucas Campelo, Maurício Buffon, Fábio Vaz, Enfermeira Sol, Professora Elizabete, Célio Moura e Iratã Abreu, além de outros candidatos que disputam as oito cadeiras tocantinenses na Câmara Federal.

A corrida ainda reúne nomes conhecidos da política tocantinense, entre eles Luana Nunes, Sandoval Cardoso, Osires Damaso, Cinthia Ribeiro, Tiago Dimas, Jair Farias, Adir Gentil, Débora Ribeiro, Roberlan Cokim e Coronel Barbosa, entre dezenas de postulantes.

Em agosto, o DT fez um raio-X da disputa proporcional, mostrando os candidatos a deputado federal e estadual, receitas e gastos registrados.

Na disputa pela Assembleia Legislativa do Tocantins, os valores são menores que os permitidos para deputado federal, mas a corrida pelo Fundo Eleitoral também já começou.

Entre os nomes com movimentação registrada aparecem Soares Filho de Luzimangues, Gipão, Wiston Gomes, Katia Chaves, Marcus Marcelo, Moisemar Marinho, Nilmar, Débora Guedes e Vilmar Oliveira.

A disputa estadual conta ainda com candidatos como Marcos Júnior, Edy César, Dulce Miranda, Professor Junior Geo, Vanda Monteiro, Delegado Bruno Azevedo, Raul Filho, Eduardo Fortes, Eduardo Madruga, Elenil da Penha, Luciano Oliveira, Professor Adriano e Amastha, além de muitos outros nomes espalhados pelas diferentes regiões do Tocantins.

No total, a eleição proporcional concentra centenas de candidaturas. Em levantamento anterior, o Diário Tocantinense mostrou que eram 98 candidatos disputando as oito vagas do Tocantins para deputado federal e 206 candidatos brigando pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa.

Enquanto o eleitor vê candidatos nas ruas, carros adesivados, santinhos, bandeiras, vídeos patrocinados no Instagram, Facebook, YouTube e Google, comitês, equipes contratadas, cabos eleitorais e grandes eventos, existe uma estrutura financeira por trás de toda essa movimentação.

Nas Eleições 2026, as campanhas podem ser financiadas por diferentes fontes permitidas pela legislação, entre elas o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundo Partidário, doações de pessoas físicas, recursos próprios dos candidatos e outras formas autorizadas pela Justiça Eleitoral.

O Fundo Eleitoral é formado por recursos públicos e distribuído inicialmente aos partidos, que posteriormente definem como o dinheiro será repassado às candidaturas, respeitando regras da legislação eleitoral e critérios internos e legais de distribuição.

Por isso, quando aparecem milhões de reais no caixa eleitoral de Professora Dorinha, Vicentinho Júnior, Laurez Moreira, Eduardo Gomes, Carlos Gaguim, Eli Borges, Janad Valcari, Filipe Martins, Ricardo Ayres ou qualquer outro candidato, isso não significa necessariamente que todo o dinheiro tenha saído do patrimônio pessoal daquele político.

É preciso observar a origem de cada recurso. Há valores provenientes do Fundo Eleitoral, Fundo Partidário, doações de pessoas físicas e, em determinados casos, recursos próprios.

Também é importante diferenciar patrimônio declarado e dinheiro de campanha. Um candidato pode declarar patrimônio de milhões de reais e ter uma campanha financiada majoritariamente por recursos partidários. Da mesma forma, outro candidato com patrimônio menor pode receber um volume maior do Fundo Eleitoral.

O DT já acompanha patrimônio, receitas e documentos das candidaturas desde o registro eleitoral. Em outro levantamento, o jornal colocou sob lupa patrimônio e certidões dos candidatos do Tocantins nas Eleições 2026.

Para candidato ao Governo do Tocantins, o teto de despesas no primeiro turno supera R$ 6,2 milhões. Na disputa pelo Senado, cada candidatura possui limite de aproximadamente R$ 3,17 milhões. O teto para candidato a deputado federal pelo Tocantins também fica em aproximadamente R$ 3,17 milhões, enquanto uma candidatura a deputado estadual pode gastar cerca de R$ 1,27 milhão.

O teto representa o máximo permitido para gastos eleitorais e não corresponde ao valor que cada candidato obrigatoriamente receberá do partido. Uma campanha pode ter limite de R$ 3 milhões e receber apenas uma fração desse montante, enquanto outra pode chegar perto do teto permitido.

Outro ponto importante para o eleitor consciente nas Eleições 2026 é saber interpretar os números. O valor arrecadado representa os recursos que a campanha declarou ter recebido. A despesa contratada representa um compromisso financeiro assumido pela campanha, mesmo que ainda não tenha sido quitado. Já o gasto pago indica aquilo que efetivamente saiu do caixa para o fornecedor.

Por isso, uma candidatura pode aparecer com R$ 1 milhão em receitas, R$ 500 mil em despesas contratadas e apenas R$ 100 mil efetivamente pagos naquele momento.

Essa diferença explica por que buscas como quem mais arrecadou nas Eleições 2026, quem mais gastou no Tocantins, quanto Dorinha recebeu, quanto Vicentinho gastou, quanto Laurez arrecadou, quanto Eduardo Gomes recebeu, quanto Gaguim tem de campanha, quanto Eli Borges arrecadou, Fundo Eleitoral Tocantins e gastos dos candidatos 2026 podem apresentar números distintos dependendo da data de atualização.

Empresas não podem realizar doações eleitorais diretamente para candidatos. As doações privadas seguem as regras aplicáveis às pessoas físicas e precisam ser informadas na prestação de contas.

É justamente essa transparência que permite ao eleitor pesquisar quem financia as campanhas de Dorinha, Vicentinho Júnior, Laurez Moreira, Ataídes Oliveira, Eduardo Gomes, Carlos Gaguim, Eli Borges, Paulo Mourão, Alexandre Guimarães, Ronaldo Dimas, Vanderlei Luxemburgo, Janad Valcari, Filipe Martins, Ricardo Ayres, Luana Nunes, Sandoval Cardoso, Marcos Júnior, Edy César, Vilmar Oliveira e os demais candidatos das Eleições 2026 no Tocantins.

Dinheiro não define sozinho uma eleição, mas influencia diretamente a capacidade de deslocamento, contratação de equipes, produção de propaganda, presença digital, impulsionamento de conteúdo, estrutura nos municípios e alcance da mensagem de cada candidato.

Por isso, acompanhar Fundo Eleitoral, prestação de contas, receitas, despesas, patrimônio, doadores, gastos com redes sociais, publicidade eleitoral, fornecedores, candidatos ao Governo do Tocantins, candidatos ao Senado, deputados federais e deputados estaduais também faz parte do voto consciente.

Até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, os valores ainda deverão mudar significativamente conforme as campanhas avancem e novas prestações sejam apresentadas.

O Diário Tocantinense continuará acompanhando o DivulgaCandContas, o Tribunal Superior Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins e as prestações de contas das Eleições 2026 para atualizar quanto Professora Dorinha, Vicentinho Júnior, Laurez Moreira, Eduardo Gomes, Carlos Gaguim, Eli Borges e os candidatos a deputado federal e estadual do Tocantins recebem e gastam durante a corrida eleitoral.

Em uma eleição na qual milhões de reais circulam antes mesmo da abertura das urnas, acompanhar o dinheiro também é uma maneira de acompanhar o poder. Antes de escolher quem governará, legislará e representará o Tocantins a partir de 2027, o eleitor tem o direito de saber quem financia a corrida pelo voto e onde o dinheiro das Eleições 2026 está sendo aplicado.

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